A partir de amanhã, usuários da 101 e 116 vão contar com serviços de apoio, antes mesmo de pagar tarifas.
Não estranhe os homens de roupa branca, azul-escuro e amarelo fosforescente à beira das BRs 101 e 116 a partir da zero hora desta sexta-feira. Nem os guinchos e ambulâncias adesivados e amarelados prontos para entrar em ação. Eles são parte dos serviços obrigatórios das empresas que vão administrar o pedágio em Santa Catarina pelos próximos 25 anos. A cobrança de tarifa também deveria começar neste dia 15, mas a construção das cabines atrasou e o catarinense só terá que pagar pedágio a partir de outubro ou novembro nas duas rodovias.
Por contrato, serviços que priorizam a segurança dos motoristas e passageiros precisam começar no dia 15, mesmo que as praças não estejam concluídas. "Trabalhamos muito para que a BR-101 se torne ainda mais segura", diz Márcio Protta, superintendente da Autopista Litoral Sul. A empresa é um braço da OHL, que ganhou a concessão de cinco dos sete trechos brasileiros leiloados. Desde fevereiro, foram feitos reparos emergenciais nas rodovias, como recapeamentos, roçadas e sinalização.
Cerca de 250 funcionários trabalharão na rodovia a partir desta sexta-feira, em sistema de plantão. São médicos, enfermeiros, técnicos e motoristas. Eles serão responsáveis pela segurança de dezenas de milhares de motoristas que passam pela rodovia todos os dias.
Boa parte dos profissionais tem experiência. Alguns médicos da Litoral Sul trabalhavam no Samu. Ou seja, estão acostumados a situações de emergência. Motoristas de ambulância e guincheiros também conhecem os trechos.
Para o usuário, a principal mudança será na agilidade do socorro. Seja para um pneu furado ou para um acidente grave. O tempo de espera, na maioria dos casos, será de 20 minutos. Isso porque haverá, entre Santa Catarina e Paraná, oito serviços de atendimento ao usuário (SAU) na BR-101.
Por enquanto, os locais são provisórios. Alguns ficarão onde estão sendo construídas as praças de pedágio. E em boa parte deles, haverá ambulâncias. São 12 no total, quatro delas tipo UTI. A maioria estará concentrada no trecho ao Norte, entre Barra Velha e Curitiba, onde há mais ocorrências.
"Teremos cerca de 250 por dia, de retirada de animal a acidente", prevê Antônio Ribas Saas, gerente de operações da Litoral Sul.
( rodrigo.stupp@an.com.br )
RODRIGO STÜPP
Tire suas dúvidas
O que faço se houver um problema e estiver na 101 ou 116?
Ligue para o 0800-7251771. Se houver a necessidade de socorro, por contrato, essa ajuda deve chegar em até 20 minutos no trecho pedagiado.
Se eu me envolver ou ver um acidente, para quem devo ligar?
O ideal é ligar para o 0800 da concessionária. Mas PRF e os bombeiros continuam atendendo.
Como funciona o atendimento?
O contato é feito por telefone e um chamado é aberto. Um carro de patrulha vai ao encontro do motorista que está parado. Se houver um acidente grave, uma equipe de emergência será deslocada. Haverá conversas com Samu e bombeiros.
Como vão saber que não é trote?
Câmeras que serão instaladas a partir do ano que vem cobrirão 100% da rodovia. Elas têm zoom de até 2 km. Logo, do Centro de Controle Operacional, é possível verificar a localização de quem está ligando.
O socorro ajuda a trocar pneu?
Em casos onde haj dificuldade (idosos, por exemplo), sim.
E se ficar sem combustível?
O carro é guinchado até a base mais próxima. As bases geralmente ficam perto de postos de gasolina. Mas o socorro não impede que o motorista seja multado. Vai depender da polícia.
Para onde o guincho vai me levar?
Para a base mais próxima, que são locais iluminados e mais seguros que a beira da rodovia, onde é possível tentar resolver um problema mecânico do carro, por exemplo.
Se meu carro quebrar, posso esperar o guincho do seguro?
O ideal é seguir com o caminhão da concessionária até o local adequado. Isso faz diferença à noite ou em dia de chuva. Depois, vem o guincho do seguro.
O serviço de guincho da OHL é cobrado?
Nem o guincho nem outro serviço. Todos estão inclusos no pedágio pago nas cabines.
O guincho me leva para casa?
Não. Os carros da empresa não podem sair da BR-101. A orientação é levar carro, motorista e passageiros a um local seguro. Ou, o ponto de apoio.
Se houver acidente, posso escolher o hospital para onde devo ir?
Não. Essa decisão é tomada pelo médico do Samu, que vai indicar em qual hospital há vagas, ou qual tem o atendimento adequado para aquele tipo de trauma (queimadura, por exemplo).
an.com.br
Fonte: Jornal A Notícia