A contraproposta dos empresários do transporte coletivo da Capital, apresentada na noite de quarta-feira, irritou o prefeito Dário Berger. Ele pediu o apoio do Tribunal Regional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho para pôr fim ao impasse por meio de um dissídio coletivo.
— Eles que não me venham com "chorumelas", colocando empencilhos. (...) porque o objetivo deles não é fazer acordo, e sim levar a situação ao caos, este processo para o dissídio coletivo imaginando que vão obter vantagens — reclamou Berger, referindo-se ao posicionamento dos empresários em relação à proposta apresentada pela prefeitura na quarta-feira.
No documento, o prefeito se comprometeu a custear o pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores retroativo ao mês de maio — mesmo que isso implique no aumento do preço da tarifa ou do subsídio pago às empresas do setor.
A proposta dos empresários tem oito cláusulas, entre elas uma que exige que a tarifa seja reajustada em R$ 0,15 e que este valor seja repassado imediatamente às empresas para garantir que o aumento salarial de 7% e o vale-refeição de R$ 310 seja retroativo a maio.
Berger afirmou que a proposta da prefeitura não implicará em prejuízo para os empresários e que, por isso, não há motivo para que eles não a reconheçam.
Congestionamento de 14 km
Via Expressa na entrada da cidade
As filas no acesso a Florianópolis atingiram 14 quilômetros por volta das 8h da manhã desta quinta-feira, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Há congestionamento nos seis quilômetros da Via Expressa — o trecho da BR-282 entre a BR-101 e a Ponte Pedro Ivo Campos — e de oito quilômetros na entrada da cidade, pela BR-101, no sentido sul-norte.
Fonte: Diário Catarinense