COMER FORA DE CASA
Base para os acordos trabalhistas
A pesquisa mostra que, no país, o preço das refeições é 45% mais alto que a média dos tíquetes oferecidos pelas empresas, cerca de R$ 10.
O estudo da Assert, realizado anualmente desde 2003, foi feito pelo Instituto Análise. As cidades foram escolhidas pela movimentação de vouchers (vales). Almeida explica que Santa Catarina teve três municípios listados, porque ao contrário de outros estados, só a Capital não é suficiente para uma análise, já que Joinville e Blumenau têm importância fundamental.
A pesquisa ouviu 3.224 estabelecimentos em todo o país, entre os dias 23 de novembro a 18 de dezembro de 2009. Foram consultados os restaurantes que aceitam pelo menos um tipo de vale refeição, de empresas filiadas ou não à associação, e oferecem prato feito ou comercial, autosserviço (por quilo ou preço fixo), prato executivo e a la carte.
As refeições incluem prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café. O objetivo foi identificar preços para que as empresas avaliem o benefício aos seus funcionários.
O presidente da Assert, Artur Almeida, explica que a pesquisa não deve ser entendida como um índice econômico, e sim como um retrato do momento no setor.
– É um parâmetro. As empresas nos procuram para as negociações trabalhistas porque conhecem a inflação oficial, mas não os preços praticados no mercado.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial do país – ficou em 4,3% em 2009, abaixo dos 4,5% previstos pelo governo. A refeição fora do lar foi o que mais impactou, aumentando 9,05% no ano passado, segundo o IBGE. Almeida acredita que o aumento dos impostos e dos salários mínimos possam ter contribuído na alta da refeição.
Fonte: Diário Catarinense