Trabalhadores do transporte de Criciúma, no Sul, fizeram uma paralisação entre as 14 e 15h desta quinta-feira (5) no Terminal Central da cidade. Durante esse período, nenhum ônibus saiu do local.
Uma das reivindicações dos motoristas e cobradores é a vacinação gratuita contra a gripe. "As empresas assinaram no ano passado que, assim que a Vigilância Epidemiológica lançasse a campanha, iriam fornecer a vacina aos trabalhadores", explicou o assessor do Sindicato dos Condutores de Veículos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, de Cargas e Passageiros de Criciúma (Sintracril), Ricardo Freitas.
“Um motorista que esteja com o vírus, com quantas pessoas por dia vai lidar no ônibus? É uma questão de saúde pública”, afirmou o assessor.
De acordo com o sindicato, as empresas não forneceram a imunização nem se manifestaram sobre a questão. "O sindicato mandou um documento [sobre a vacinação]. As empresas sequer responderam sobre essa questão", disse Freitas.
A segunda reivindicação é a data-base da categoria, que ocorreu em 1º de maio, quando seriam negociadas questões trabalhistas. Conforme Freitas, a pauta dos trabalhadores foi entregue há mais de 40 dias.
Por fim, a categoria também indicou como motivo para a paralisação a situação política do país.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Santa Catarina (Setpesc) afirmou que não tinha posicionamento sobre o caso até 17h30 desta quinta.
O G1 também tentou contato com a empresa de transporte coletivo urbano Expresso Forquilhinha e a Secretaria Municipal do Sistema de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana de Criciúma, mas não obteve êxito.