Foram interrogados nesta terça-feira (23) 14 acusados de participação na onda de atentados que aconteceu em Santa Catarina em 2014, informou o promotor de Justiça Wilson Mendonça Neto. Em seguida, haverá a fase de diligências e o prazo para alegações finais.

O processo tem 62 réus acusados de envolvimento em ataques a ônibus, viaturas, bases policiais, prédios públicos e também a agentes de segurança, há dois anos. Eles podem responder pelos crimes de participação em organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.

Na fase de diligências, que dura três dias, a acusação e a defesa devem apontar as provas que pretendem trazer ao processo. Elas serão analisadas pela Justiça que, depois, abre prazo para as alegações finais. Nessa ocasião, o Ministério Público de Santa Catarina vai examinar as provas em relação a cada acusado, explicou o promotor.

“Inicialmente, havíamos previsto 15 presos nesta audiência, mas um que precisaria vir de Minais Gerais, preferimos ouvi-lo em uma fase posterior. Entre os réus, há mandantes e executores dos crimes, depende da ordem da denúncia. A acusação comum contra eles é integrar uma facção criminosa”, explicou.

Conforme Mendonça Neto, nos dias 31 e 1º  novas audiências serão feitas, que podem contemplar os demais acusados. O número de presos ouvidos nas próximas audiências ainda não foi fechado pelo Ministério Público.

Em uma das etapas, os acusados detidos em outros estados devem ser ouvidos por vídeo-conferência, mas a data ainda não foi divulgada pelo órgão.

Ao todo, são 62 réus acusados dos crimes de envolvimento em ataques a ônibus, viaturas, bases policiais, prédios públicos e também a agentes de segurança, há dois anos. Eles podem responder pelos crimes de participação em organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.

Audiências recentes
Treze testemunhas foram ouvidas em 27 e 28 de julho no Fórum da Capital, seis policiais civis e um agente, no dia 27, e outras seis pessoas, no dia 28. Entre elas estavam o secretário-adjunto de Estado da Justiça e Cidadania, Leandro Lima, e o delegado Procópio da Silveira Neto, responsável pela investigação na época dos atentados.

Foram ouvidos também quatro policiais militares integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Segundo o órgão, 45 dos réus estiveram na audiência presencialmente. Os demais deveriam acompanhar os trabalhos por videoconferência, mas o equipamento não funcionou.

O promotor Wilson Mendonça Neto dividiu os acusados em três grupos. "Tem os integrantes principais da organização, alguns recolhidos em estabelecimentos prisionais. Tem o pessoal que fez os ataques, que integram a organização criminosa, respondendo nas comarcas em relação aos ataques. Tem também o pessoal que foi investigado pelo Ministério Público que foi pego nas escutas telefônicas", afirmou.